Bolsonaro entra para estatística do coronavírus, defende a hidroxicloroquina e vira destaque da mídia internacional


No dia (terça, 7) em que o país registrou mais de 66 mil mortes e ultrapassou a marca de um milhão e seiscentos mil casos de pessoas infectadas pela covid-19, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que passa a integrar as estatísticas dos contaminados pela doença. Mas nem assim seguiu os protocolos de segurança recomendados pelas autoridades sanitárias, como o simples uso da máscara. Depois de anunciar que testou positivo retirou a máscara para gravar uma live próximo a repórteres no Palácio Alvorada.

Os dados sobre casos e mortes do novo coronavírus no Brasil são divulgados diariamente por uma parceria inédita entre os jornais G1, O Globo, Extra, O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal.

O objetivo é fornecer informações sobre a doença aos brasileiros depois que o Ministério da Saúde passou a ter problemas na divulgação do balanço dos casos do novo coronavírus. Aliás, a pasta está sem titular há quase dois meses, quando o médico Nelson Teich, deixou o ministério no dia 15 de maio, e assumiu interinamente o general Eduardo Pazuello.

Bolsonaro que é um crítico contumaz dos protocolos de distanciamento social como combate ao mal e chegou a dizer que a doença não passava de uma gripezinha ganhou destaque também na imprensa mundial nesta terça, 7, ao passar a integrar as estatísticas da doença, como o The New York Times que noticiou em seu portal Presidente Bolsonaro do Brasil testa positivo para coronavírus.

O presidente começou a sentir sintomas da doença no último domingo, 5, no dia seguinte, segunda, 6, teve febre de 38 graus. Ele tirou radiografia dos pulmões e fez o teste de covid-19, com o resultado divulgado na terça, 7, testando positivo. Recebeu diversas manifestações de lideranças políticas brasileira de pronta recuperação.

A grande mídia nacional que trava batalha com o chefe do executivo federal, em função de seu comportamento arredio à imprensa, desde que foi eleito, tem feito um retrospecto par e passu do comportamento do presidente em relação ao coronavírus. Assim, a Folha de São Paulo noticiou nesta terça, 7, atualizado na quarta, 8, que Bolsonaro se aglomerou e interagiu, sem máscara, com centenas de pessoas, nos últimos 14 dias. Trocando aperto de mão, tocando em pessoas e tirando fotos, além de conversar em proximidade com interlocutores, sejam autoridades ou apoiadores. Teve ainda, segundo a Folha, encontros fechados no Palácio do Planalto, e nas viagens ao Ceará, Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás.

imagem reproduzida da internet

De acordo com o jornal, ao menos 66 políticos, empresários e outras personalidades estiveram cara a cara com o presidente no período, inclusive o embaixador americano no Brasil Todd Chapman, que almoçou com Bolsonaro e cinco ministros brasileiros, no sábado, 4.

Bolsonaro disse que cumprirá quarentena (14 dias de isolamento) conforme determina os protocolos sanitários, mas que despachara por videoconferência de sua residência e que está fazendo tratamento à base de hidroxicloroquina, embora reconheça a ineficácia do medicamento.


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