Qual o motivo da aceleração repentina da pandemia em Dourados, MS e Centro-Oeste?


A covid-19 avança a passos largos em Dourados, no Mato Grosso do Sul (MS), e em toda região Centro-Oeste do país. Com 1.034 casos confirmados pela contaminação do novo coronavírus, Dourados se consolida como o epicentro da doença no estado. De acordo com boletim da Secretaria do Estado de Saúde (SES), neste sábado, 13, foi registrado novo recorde do número de casos, em apenas 24 horas, 135 pessoas foram infectadas pela a covid-19 no município. Em todo MS foram registrados 234 novos casos, enquanto o total de pessoas infectadas chega a 3.469.
Dos novos casos, em Dourados, 120 pessoas contraíram a doença no perímetro urbano, enquanto 10, foram em distritos e 5, na reserva indígena. Um total de 733 pessoas estão em isolamento domiciliar, 30, internadas, 15 delas em enfermarias, e 15 em unidades de terapia intensiva (UTIs).
O número de pacientes curados da covid-19 é de 273. O município registrou até agora, duas mortes, uma delas, em Tocantins, mas que foi contabilizada para Dourados, de acordo com orientação do Ministério da Saúde. A incidência dos casos confirmados em Dourados é de 465,8 por 100 mil habitantes.
Mas afinal, qual o motivo da aceleração repentina da pandemia em Dourados, MS e Centro-Oeste, uma região que tinha o menor índice de contágio no país, e que apresentou crescimento de cerca de 600% nos últimos 30 dias?
Para o Secretário de Saúde do Estado, Geraldo Resende, o aumento exponencial de casos de coronavírus no MS é decorrente da população não seguir os protocolos de controle da doença preconizados pelas autoridades sanitárias, principalmente o isolamento social. E ele não está errado. Em Campo Grande, por exemplo, o movimento de pessoas em shoppings, supermercados e a quantidade de carros circulando nas ruas não condizem com o que defendem as autoridades sanitárias. Em Dourados, acontece a mesma coisa.
A impressão que se tem é que as pessoas ainda não atentaram para a gravidade da situação. Destaque-se que em todas as lojas e na entrada dos shoppings na capital, há a preocupação com as medidas de higienização, inclusive com tirada de temperatura de quem entra nos shoppings, embora muitas pessoas circulem sem máscaras e outras, com a indumentária fora do lugar apropriado, ou seja, cobrindo a boca e o nariz. Muitas usam no pescoço, como fosse um adereço.
A doença já está presente em 56 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, um percentual de 71%, com o registro de 28 óbitos. Foram registradas até agora 21.727 notificações, sendo que 15.779 foram descartados. Outras 917 amostras estão em análise no Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen), enquanto 1.796 estão sem encerramento no sistema, pois a informação deve ser registrada pelos próprios municípios.


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