Bem faz, quem em sua casa está em paz, dizia minha mãe!

Há uma frase que ouvia muito na minha infância, proferida pela minha santa mãezinha, e que hoje, se faz muito atual e, virou até, hashtag. Para se referir aos perigos do mundo lá fora, ela costumava dizer, sentada perto do umbral da cozinha onde se posicionava com seu cachimbo, numa roda de conversa, depois da refeição. “Bem faz, quem em sua casa, está em paz”, dizia ela, em tom reflexivo, que soava também como recomendação aos mais animadinhos. Eu ouvia aquilo e ficava bem satisfeito comigo mesmo, por estar em casa, protegido dos perigos do mundo. Brincando, fazendo os deveres domésticos ou da escola, de vez em quando, prestava atenção à conversa dos adultos, no tempo em que as crianças não podiam se dirigir a eles quando conversavam.

Dando uma olhada rápida nos jornais, hoje em dia, se percebe o estrago que esse tal novo coronavírus está fazendo no país. A cada dia os números aumentam. Já ultrapassamos a China, berço do contágio da doença, em mortes e infectados. E os números não param de subir. Imagens de caixões, históricos de enterros sem familiares chamam a atenção de todos. Existe dor maior do que a perda de um ente querido e, sem sequer poder velar, enterrar esse ente? Estamos vivenciando uma guerra contra um inimigo invisível, onde só aparecem as vítimas. Uma guerra surda e aniquiladora.

E ai, vem uma e até mais perguntas que ficam martelando a minha cabeça: por que não conseguimos estancar essa enxurrada de mortes? De quem é a culpa? Qual o caminho a seguir? Por que outros países conseguiram controlar e nós não, o que há de errado na nossa forma de combate a pandemia? Se pensarmos bem com nossos botões, podemos perceber que o maior culpado é a própria população. Ela desrespeita insistentemente as normas estabelecidas pelas autoridades para combater a pandemia.

Como é difícil controlar a ânsia do povo?! Sim, eu sei, tem a questão financeira, a situação funcional de cada indivíduo. Mas ai, vem mais uma pergunta, o que é mais importante na vida de alguém? Eu entendo que a própria vida. E isso já seria o suficiente, no meu entender, para a pessoa valorizar e cuidar da própria vida e, em consequência, da dos outros.

Ah, mas tem o lado cultural, nosso modo de viver é nos tocando, nos abraçando. É indo à rua, encontrar os amigos, o chopinho e tal... Ah, mas o nosso Presidente é o primeiro a não usar máscara, cumprimentar as pessoas, não seguir as normas de protocolo de combate o vírus. É, mas definitivamente, o Presidente não é um bom exemplo, e nem precisamos nos alongar nesse item. Basta acompanhar o dia a dia ai, da política.

A saída passa pela mudança de hábitos de vida. Precisamos nos conscientizar urgentemente, da necessidade do isolamento social, de estabelecer a nossa quarentena particular, sair só quando for inevitável, seguir com rigor os protocolos. Use máscara, luvas, preserve a vida, a sua vida e a de quem você gosta! Fique em casa, isso passa, tudo passa, e isso também vai passar. Leia livros, veja filmes, aqui no blog temos dicas de bons livros. Cuide dos seus que estão também confinados com você, encontre os amigos virtualmente, faça lives pra eles. E nós precisamos nos reencontrar, nos abraçar, e voltar a conviver com mais este aprendizado, quando tudo isso passar.

#fique em casa. A gente se vê!

Postar um comentário

Que tal deixar um comentário?

Postagem Anterior Próxima Postagem