Vitória do Brasil sobre o Uruguai em 70 afastou o fantasma de 50


Se a partida contra a Inglaterra foi a mais difícil da seleção canarinho na Copa de 70, o que dizer da semifinal entre Brasil e Uruguai, exibida neste sábado pelo Sportv? Defesas sensacionais de Félix, gol perdido por Pelé, depois de dar um drible de corpo seco no goleiro Mazurkiewicz, fazendo o goleiro ir para o lado contrário da bola, mas chutar para fora com o gol vazio, a pressão do jogo em si, e a violência desmedida dos uruguaios, deram contornos à revanche de 50.

Era a oportunidade de, se não devolver, pelo menos, não alongar a agonia do Macanazzo, em 1950, quando na final daquela Copa, o Brasil caiu diante do Uruguai deixando um trauma na alma do futebol brasileiro, ao deixar escapar o primeiro título mundial de futebol.

O jogo foi no estádio Jalisco, em Guadalajara, no México, para um público de mais de 50 mil pessoas. Pelo belo futebol apresentado, a cada jogo o Brasil conquistava a simpatia da torcida mexicana, principalmente, depois que sua seleção deixou a competição ao perder nas quartas-de-finais de 4x1 para a Itália. A zurra faria a final com o Brasil e sofreria o mesmo placar.

Além do gol perdido por Pelé, no drible em Mazurkiewicz que depois jogaria no Atlético mineiro, dois outros episódios me chamaram atenção nesta partida. O gol de empate feito por Clodoaldo, aliás, o único dele na competição, quase no final do primeiro tempo. Clodoaldo era cabeça de área, hoje, primeiro volante, mas com muitos recursos, se infiltrou no meio da zaga, aproveitando lançamento de Tostão. Hoje os comentaristas chamam de jogador moderno e naquela época chamava como?

Outro lance pitoresco foi uma cotovelada de Pelé no lateral Fontes, que o caçou o jogo todo. Pelé correu o risco de ser expulso, mas o juiz não viu, porque o lance foi rápido e o uruguaio entrou de forma violenta também. O que poucos sabem, é que Pelé de tanto apanhar nas Copas anteriores, teve que aprender defesa pessoal para se livrar das bordoadas dos adversários. Pelé chegou no México no auge da forma técnica e física, aos 30 anos de idade. Seria sua última Copa, quando foi tricampeão mundial. As outras Copas foram, em 1958, na Suécia e 1962, no Chile.

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