Se Moro cair, Bolsonaro enfraquece mais


Caso seja confirmada a demissão de Sérgio Moro do Ministério da Justiça, como a mídia noticiou nesta quinta, 23, cairá um dos mais fortes pilares de sustentação do governo. Moro emprestou ao governo seu capital político e moral obtido com o trabalho à frente da Operação Lava Jato no combate à corrupção. Segundo pesquisas de opinião, o ex-juiz federal é o ministro mais popular no governo com mais de 50% de avaliação (ótima/boa gestão). Enquanto Bolsonaro ficou com 30% no mesmo item.
A primeira informação que circulou foi de que o ministro teria pedido demissão ao Presidente, nesta quinta, 23, por não aceitar a decisão de Bolsonaro trocar o diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo. Moro teria alegado não ter condições de permanecer com a saída de Valeixo indicado por ele ao cargo, embora, por lei, a indicação seja prerrogativa do Presidente da República.
Segundo a imprensa noticiou, os ministro da Casa Civil, general Braga Neto, e da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, foram encarregados de convencer Moro a permanecer no cargo. À imprensa, Braga Netto disse que assessoria de Moro teria negado a saída do governo.
Essa não é a primeira vez, contudo, que Bolsonaro tenta mudar o comando da Polícia Federal, visando reduzir a dimensão de Moro no governo. Segundo a grande mídia tem informado, a tensão entre Bolsonaro e Moro aumentou recentemente devido os inquéritos que apuram suposto esquema de fake News para atacar autoridades, inclusive, adversários políticos de Bolsonaro, além das manifestações de domingo, 19, pró-golpe militar promovido por grupos que apoiam o governo.
Caso se confirme a saída de Moro, o governo perderá no espaço de uma semana dois ministros fortes. Semana passada, em meio a grande estardalhaço, foi demitido Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde, substituído pelo médico Nelson Teich, que alterou o sistema de entrevista coletiva para falar do combate ao coronavírus, mas até hoje não apresentou um plano de trabalho da pasta.
O governo Bolsonaro vive um período de dificuldade, em meio à pandemia do coronavírus, pelo entendimento de Bolsonaro em combater o mal. Moro faz parte desse cenário, por nunca ter se envolvido diretamente na defesa dos métodos defendidos por Bolsonaro. Embora nunca tenha manifestado publicamente seu posicionamento sobre o enfrentamento do problema, a imprensa diz que Moro defende o isolamento social ao contrário do Presidente.
  

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