Moro diz que apresentará provas contra Bolsonaro no STF


O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro afirmou que vai apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) as provas de suas declarações contra o Presidente Jair Bolsonaro. Moro afirmou ainda que o combate à corrupção não era prioridade no Governo. As afirmações fazem parte de uma entrevista exclusiva dada à revista VEJA, que já circula na internet e que estará nas bancas de revista de todo país no fim de semana.
                                                           Capa da VEJA/reprodução

Sérgio Moro, um dos pilares de sustentação do Governo, emprestou seu capital político, acumulado ao liderar a Operação Lava-Jato desencadeada em 2014. Durante quatro anos, a Operação desmontou um forte esquema de corrupção que envolvia empresários, empreiteiras, partidos políticos e estatais que desviou mais de R$ 40 bilhões dos cofres públicos. Em outubro de 2018, após ser eleito no segundo turno, Bolsonaro convidou Moro para o Ministério da Justiça. No dia primeiro de novembro daquele ano, Moro deu o sim.

O presidente eleito, ao fazer o anúncio de Moro no seu Governo em uma rede social disse que, “sua agenda anticorrupção, anticrime organizado, bem como o respeito à Constituição e às leis será o nosso norte”. Agora, o ex-ministro diz que o combate à corrupção não era prioridade no Governo. Esse fato, além da interferência do Presidente na Polícia Federal, alegada por Moro, teriam sido as principais razões para a saída do ex-juiz federal da pasta.

Há uma semana, Moro convocou a imprensa para uma coletiva no Ministério da Justiça quando anunciou sua saída do Governo. Nesta terça, 28, Bolsonaro nomeou o novo ministro da Justiça, André Mendonça, que era o Advogado Geral da União e o novo diretor-geral da Polícia Federal, Alexandre Ramagem, que era diretor da Agência  Brasileira de Informação (Abin).

Nesta quarta,29, um dia após ser nomeado, Ramagem viu sua nomeação ser suspensa pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre Moraes, em decisão monocrática. O ministro levou em consideração a acusação de Moro sobre uma possível interferência politica de Bolsonaro na Policia Federal para tomar a decisão, alegando desvio de finalidade.   


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