A live do "Rei", um presente de aniversário!


Mesmo com toda Covid-19, com toda boçalidade, com todo reacionarismo, com todo demagogismo, com todo obscurantismo, com todo egoísmo, a gente vai levando. Diante de tanto desencanto, tanto desapreço pela vida, diante de momento tão instável, me lembrei do Chico. Falem o que quiser, mas o Chico é fera. E o artista é isso. Sabe interpretar o cotidiano da vida, seja através da pintura, do cinema, da literatura, da poesia, em todas as formas de expressão. Afinal, é preciso aliviar o peso da vida e a arte tem essa premissa natural do escape psicológico.

Não é sem razão que, de repetente, o mundo se viu inundado de lives. E não mais apenas aquelas chatas dos youtubers da vida atrás de likes, os digitais influencers. Como num passe de mágica, as lives, umas artesanais outras mais produzidas, fizeram chegar até nós, simples mortais, música de qualidade ou não, mas de graça.

A onda foi desencadeada por Chris Martin, vocalista da banda Coldplay. Depois vieram Bono Vox, do U2 e outros como a banda icônica de Rock Rolling Stones, que fizeram a live cada um em sua casa e chamou muito atenção o baterista Charlie Watts que apenas fazia movimento, mas não tocava bateria. A banda inglesa, a exemplo de outros astros da música, como Lady Gaga, Paul McCartney, Elton John, Stevie Wonder participaram no sábado, 18, do festival One Wolrd: Together At Home organizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e a ONG GLOBAL Citizen com o objetivo de arrecadar fundos para o combate ao coronavirus. Até agora, segundo os organizadores foram arrecadados mais de US$ 127 milhões.

Aqui no Brasil, a onda das lives vem crescendo com vários artistas fazendo apresentações na sala de estar de suas casas. Tem para os mais variados gostos e ritmos, desde a MPB de Caetano Veloso, Gilberto Gil, passando pelo Axé de Ivete Sangalo, o sertanejo de Henrique e Juliano, Simone & Simaria e o pagode de Péricles e Ferrugem. Até o Felipe Dylon reapareceu.

Mas neste domingo, 19, o show foi do Rei Roberto Carlos, que ofereceu um presente ao seu público no dia em que completou 79 anos. Com direito a bolo, música de parabéns e tudo, no seu estúdio no apartamento, na Urca, Rio de Janeiro. Um produção muito bem acabada, ainda que com apenas dois músicos, o amigo inseparável e maestro Eduardo Lages e Tutuca Borba, ambos nos teclados.

                                         Reprodução: live de Roberto Carlos transmitida pelo Youtube

Com a consciência de quem tem seu público cativo (segundo o Youtube cerca de 1,4 milhão de pessoas acompanharam o show), não pequeno, que não o viu no fim do ano passado, o artista mandou vários recados de orientação sobre cuidados nesses tempos de quarentena. A apresentação que durou quase uma hora foi transmitida pelo canal Youtube e Globoplay começou pouco antes das 20 horas.

Roberto começou com “Como é grande meu amor por você” e discorreu sucessos como “Nossa Senhora”, “Canzone per te”, “Amigo”, “Caminhoneiro”, “Detalhes”, “É preciso saber viver” e outros. Antes de cantar “Caminhoneiro” fez uma homenagem ao pessoal da saúde e outros profissionais envolvidos na batalha contra a Covid-19, além dos próprios caminhoneiros, dizendo que na infância queria ser um deles. Finalizou a apresentação com “Jesus Cristo”, não sem antes justificar por que não estava usando máscara que chegou a mostrar e recomendar para que todos fiquem em casa!

As lives ganharam tanta importância na agenda do público que o site Canal Tech montou uma agenda com a programação das próximas apresentações dos artistas nacionais e internacionais. 
   

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